A transformação do látex vegetal nativo em pequenos objetos e artesanatos diversos, de forma artesanal, combinando técnicas ancestrais indígenas de manipulação do látex, com tecnologias industriais (vulcanização, compósitos poliméricos), porém aprimoradas para uso no rústico ambiente florestal, possibilitando a recuperação da atividade extrativa da borracha amazônica, de forma sustentável, promove inclusão social e conserva a biodiversidade. O látex é misturado com fibras vegetais curtas (pó-de-madeira), formando um composto. Aplicado em moldes diversos feitos de madeira, argila, alumínio reciclado, MDF), possibilita a produção de uma linha diversificada de produtos. Com a Tecnologia Social dos Encauchados de Vegetais da Amazônia podem ser produzidos tapetes, porta-lapis, embalagens, jogos americanos, toalhas de mesa, pad mouse, bolsas diversas, reprodução de folhas diversas para uso como porta-panelas, porta-copos, porta-pratos e centros de mesa, além de outros. Trata-se de uma Tecnologia Social devidamente certificada pela Fundação Banco do Brasil e disponibilizada no Banco de Tecnologias Sociais, no portal daquela Instituição. O repasse da Tecnologia é feito pelas próprias comunidades. A apropriação do conhecimento é integral. As comunidades geram os produtos e comercializam diretamente pelas instituições de base (associações e cooperativas). Atua com populações indígenas, seringueiros de Reservas Extrativistas e Florestas Nacionais, Ribeirinhos de Assentamentos Agroextrativistas, assentados da Reforma Agrária e populações quilombolas, em 04 Estados da Amazônia (Acre, Amazonas, Pará e Rondônia).